Adicionar fontes via Docker

Em alguns cenários, pode ser necessário incluir fontes tipográficas adicionais ou corporativas ao ONLYOFFICE Docs para aprimorar a estilização de textos e garantir a fidelidade visual dos documentos editados na suíte.

Instruções de instalação rápida via Docker

Por padrão, o ONLYOFFICE Docs utiliza as fontes gratuitas instaladas no próprio sistema operacional do contêiner onde o software está hospedado. O motor de renderização oferece suporte amplo aos seguintes formatos de arquivos de fontes:

  • TrueType: extensões .ttf e .tte;
  • OpenType: extensões .otf, .otc, .ttf e .ttc;
  • Web Open Font Format: extensões .woff e .woff2.

Para disponibilizar novas fontes para os editores, execute a seguinte rotina de comandos para interagir com o seu contêiner Docker:

  1. Verifique o ID do contêiner: Liste os contêineres em execução na sua máquina host para encontrar o identificador (container_id) do ONLYOFFICE Docs executando o seguinte comando:
    docker ps
  2. Copie as fontes para o contêiner: Transfira os arquivos de fonte (ex: minha_fonte.ttf) do diretório atual da sua máquina host para a pasta /usr/share/fonts/ dentro do contêiner mapeado:
    docker cp minha_fonte.ttf container_id:/usr/share/fonts/
  3. Acesse o contêiner: Abra o terminal iterativo bash diretamente dentro do contêiner do ONLYOFFICE Docs:
    docker exec -it container_id bash
  4. Execute o script de compilação: Navegue até o diretório de binários abrindo a pasta /usr/bin e rode o script responsável por mapear o novo catálogo de fontes:
    ./documentserver-generate-allfonts.sh
  5. Atualize a interface: Se você estiver utilizando o ONLYOFFICE Docs na versão 8.1.3 ou anterior, limpe completamente o cache do navegador cliente e reabra a página dos editores. Para as versões mais recentes, o novo catálogo será carregado e sincronizado de forma automática.

Dicas de otimização e substituição

Durante a rotina de inicialização, o ONLYOFFICE Docs verifica de forma automática a presença de fontes de sistema básicas amplamente difundidas, como: arial.ttf, calibri.ttf, cour.ttf, symbol.ttf, times.ttf e wingding.ttf. Caso sejam localizadas, elas são indexadas e disponibilizadas nativamente na lista de seleção dos usuários.

Quando um arquivo é aberto pela primeira vez, os editores analisam a matriz de fontes declaradas no documento e tentam carregá-las a partir do repositório gerado no contêiner. Caso o documento utilize famílias tipográficas ausentes, o sistema fará um mapeamento inteligente para carregar a fonte substituta mais próxima disponível (o layout estrutural e o espaçamento do documento original podem sofrer pequenas distorções visuais decorrentes dessa troca).

Para administradores de infraestrutura que desejam limitar o volume de fontes carregadas para otimizar a performance da rede, existem três abordagens recomendadas:

  • Limpeza de diretório: Acesse o contêiner (via docker exec), remova as fontes desnecessárias da pasta do sistema operacional, rode novamente o script documentserver-generate-allfonts.sh e force a limpeza de cache nos clientes (tenha em mente que isso forçará substituições automáticas de fontes em documentos legados).
  • Padronização de modelos: Restrinja a criação de documentos internos na empresa utilizando apenas famílias tipográficas universais amplamente difundidas (como Times New Roman, Arial, Verdana ou Tahoma).
  • Compressão de rede: Ative as diretivas de compressão dinâmica e estática de transferência de arquivos de fontes nas configurações de proxy reverso do seu servidor host (como NGINX ou Traefik) para acelerar o carregamento.
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